Gerúndio ou Gerundismo

Gerúndio ou Gerundismo

Estaremos gerundiando este texto hoje

Gerúndio: uma das formas nominais do verbo, formada pelo sufixo -ndo (p.ex., cantando, vendendo, partindo).

Gerundismo: denominação atual para o uso abusivo e cansativo do gerúndio em casos desnecessários.

Quando e como usar o gerúndio? Quando evitar?

Vamos reproduzir aqui um trecho bem explicativo do Prof. Sérgio Nogueira sobre o assunto:

“Alguns empregos do gerúndio devem ser evitados:

1) Quando as ações expressas pelos dois verbos – gerúndio e verbo principal – não puderem ser simultâneas: Chegou sentando-se. Ou Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, estudando com um amigo padre na infância.

2) Quando o gerúndio expressa qualidades e não comporta a ideia de contemporaneidade: Vi um jardim florescendo.

3) Quando a ação expressa pelo gerúndio é posterior à do verbo principal: O assaltante fugiu, sendo detido duas horas depois. Seria melhor dizer: O assaltante fugiu e foi detido duas horas depois.

4) Quando o gerúndio, copiando construção francesa (galicismo), passa a ter valor puramente adjetivo: Viu uma caixa contendo… A construção mais adequada seria: Viu uma caixa que continha…’

O uso do gerúndio será tão mais impróprio quanto mais se aproxime da função adjetiva, ou da expressão de qualidades ou estados, ou quanto maior a distância entre o tempo da ação expressa por ele e o tempo da ação do verbo principal.

É interessante lembrar que o pior uso do gerúndio é aquele que gera ambiguidade:

  1. ‘A mãe encontrou o filho chorando. ’

(Quem estava chorando? A mãe ou o filho?)

  1. ‘Ônibus atropela criança subindo a calçada. ’

(O ônibus subiu a calçada e atropelou a criança ou o ônibus atropelou a criança no momento em que ela subia a calçada?)

O bom gerúndio é aquele que expressa claramente a ideia de ‘continuidade de ação’: ‘Passamos toda a semana analisando este caso’.” (Sérgio Nogueira – G1)

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