Livros impressos ou ebooks – cada um com seu espaço

kindle ebook

Há alguns anos a Amazon anunciou que já vende mais livros eletrônicos para o Kindle, seu dispositivo de leitura digital, do que livros tradicionais, de papel brochura (os mais populares). Em 2010, a mesma empresa já havia anunciado que a venda de ebooks superara a de livros de capa dura.

A popularização dos aparelhos móveis – iPad, smartphones – e o aperfeiçoamento tecnológico, com baterias mais duradouras e maior capacidade de armazenamento, além das facilidades na aquisição de títulos,  vêm estimulando cada vez mais esse tipo de leitura.

Uma escola particular no estado do Tennessee,  EUA, resolver trocar os livros tradicionais por iPad, alegando que os alunos carregavam um peso excessivo de material escolar, aproximadamente 20 quilos, contra menos de 1 quilo do aparelho.

A nova prática tornou-se obrigatória no colégio para alunos de 8 a 18 anos. Alunos que eventualmente tenham alguma dificuldade financeira para adquirir o dispositivo poderão solicitar um empréstimo à instituição. Ainda segundo a direção, o iPad será utilizado apenas para os estudos, sendo que os jogos, redes sociais e outros aplicativos serão bloqueados.

É certo que essa geração mais nova terá mais facilidade de adaptação a esse novo modelo de leitura, que não deve ser tratado da mesma forma que um livro. Não creio na substituição do livro tradicional pelo ebook, mas serão duas formas distintas de apresentação de um texto.

Uma coisa sabemos que não mudará – a qualidade de um livro editado continuará sendo um diferencial, mesmo para a versão digital. Não há como virtualizar o tratamento profissional dado a um texto por editores, revisores, copidesques e diagramadores.

Finalizando: um texto ruim será ruim impresso ou num ebook. Isso não tem ferramenta na web ou tecnologia que mude.