Category Archives: Lingua Portuguesa

Alienação Fiduciária em Garantia de Bens Imóveis no Brasil – Dirceu Hoffmann

Lançamento da Editora Prismas:

Alienação Fiduciária em Garantia de Bens Imóveis no Brasil, de Dirceu Hoffmann

“A Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, instituiu a alienação fiduciária em garantia para coisas imóveis. Dessa forma, o mercado imobiliário entrou em contato com uma nova garantia real, embora já fosse utilizada desde 1969 para bens móveis, a qual objetiva otimizar…”

link da editora: http://www.editoraprismas.com.br/produto/7882513/Alienacao-Fiduciaria-em-Garantia-de-Bens-Imoveis-no-Brasil

 

às vezes ou as vezes – crase

às vezes

  • Quando o significado for “de vez em quando” (locução adverbial de tempo).

Ex.: “Às vezes (de vez em quando) visitamos este site”

“O Corinthians às vezes perde um clássico”

as vezes

  • Quando a ideia não for de tempo, não há crase.

Ex. “Foram raras as vezes em que ele perdeu um clássico”

“Em todas as vezes, ele criou dificuldades para o adversário”

 

dar uma Palhinha ou Palinha?

Palhinha ou Palinha

Termo que confunde muitas pessoas, “dar uma palinha”(de “pala”, substantivo feminino) é a forma correta quando utilizado como “dar uma dica”, “dar uma amostra”, ou ainda, “dar uma canja” (música).

Palinha = diminutivo de pala (dica, pista). Exemplo:

“Você que ouve e não fala

Você que olha e não vê

Eu vou lhe dar uma pala

Você vai ter que aprender

A tonga da mironga do kabuletê”

(Vinicius de Moraes e Toquinho)

 

Palhinha = palha pequena. “Tirar/puxar uma palhinha” (dormir/cochilar)

 

Vila Romana – Bureau de Letras

Futebol – Sonho ou Ilusão? – Alê Montrimas / Eduardo Jovanucci

Futebol Sonho ou Ilusão no FAUSTÃO 29 01 2017

Futebol – Sonho ou Ilusão  (autor: Alê Montrimas)
escrito por: Eduardo Jovanucci

A realidade dos bastidores do futebol narrada por um goleiro.

Casos polêmicos, que envolvem assédio, pedofilia, histórias de superação, de dor, de vitórias, de sonhos destruídos, de sucesso.

Neste livro, Alê Montrimas, goleiro com passagem por clubes nacionais e estrangeiros, relata o que viu e viveu de melhor e de pior dentro do mundo futebol profissional, das glórias e  conquistas em grandes equipes ao dia a dia de milhares de jogadores que não se enquadram na minoria glamorosa dos times da elite brasileira.

São abordados temas como o tratamento dado aos garotos nas categorias de base dos clubes, o destino daqueles que passam anos se dedicando ao esporte e não “acontecem” para o futebol, a aposentadoria precoce de um jogador.

Esta obra é destinada aos pais e crianças que têm o sonho de conquistar uma vida melhor através do futebol, aos adolescentes que já estão envolvidos nesse mundo competitivo e para todos os apaixonados pelo esporte.

Eduardo Jovanucci

ice ou isse? Qual a terminação?

E agora? ICE ou ISSE?

As palavras com a terminação “ICE” fazem parte dos substantivos. Veja alguns exemplos:

  • maluquice
  • tolice
  • velhice
  • rabugice
  • cafonice

A sua maluquice era tão certa quanto sua meiguice.

As palavras com terminação “ISSE” fazem parte dos verbos no modo subjuntivo (indicam uma possibilidade):

  • apaixonasse
  • divertisse
  • voltasse
  • deixasse
  • parasse

O que aconteceria se a Terra parasse de girar?

malcuidado, mal-cuidado, mau cuidado ou mal cuidado?

Malcuidado, mal-cuidado, mau cuidado ou mal cuidado?

mal-cuidado malcuidado

A forma correta de se escrever este adjetivo é: malcuidado.

Malcuidado: a que não se dedicou maior cuidado, atenção, capricho.

 

Livro – O Inédito Viável

Inspirado no conceito do educador Paulo Freire sobre o “inédito viável”, o autor desta obra, Emerson Weslei Dias, decide publicar, por meio de uma linguagem simples, ferramentas de gestão empresarial que, se aplicadas corretamente, podem ajudar as pessoas a alcançarem seus objetivos pessoais e profissionais.

“junto com” ou “juntamente com” ?

junto com ou juntamente com?

As duas expressões, bem comuns no dia a dia, têm o mesmo significado, mas são consideradas redundantes, ou seja, há uma repetição desnecessária da mesma ideia, podendo-se usar o “com”, apenas.
Obs.: apesar de redundantes, são perfeitamente aceitáveis por questões de ênfase.
Exemplo:
Estou enviando os documentos junto com o recibo.
Estou enviando os documentos juntamente com o recibo.
Estou enviando os documentos com o recibo.

A persistirem ou Ao persistirem ?

 

A persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.
Ou…
Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.

Qual a maneira certa?

A = condição: quando puder substituir a por caso ou se.
Se persistirem os sintomas…
Caso persistam os sintomas…

Ao = tempo
Quando persistirem os sintomas…

A frase amplamente divulgada na mídia indica condição, pois o enfermo deverá procurar orientação médica se os sintomas persistirem, e não quando os sintomas persistirem.

Correto:
A persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.

 

O que é Crônica?

O que é uma crônica?

Aos mestres, a palavra:

Crônica: “gênero literário muito praticado no Brasil, consistindo num pequeno artigo sobre qualquer assunto, em tom coloquial, procurando estabelecer com o leitor uma intimidade afetuosa que o leva a se identificar à matéria exposta”. (CANDIDO, Antônio. Iniciação à Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2007, p. 110-111)

Crônica: “um gênero literário, de prosa, ao qual menos importa o assunto, em geral efêmero, do que as qualidades de estilo; menos o fato em si do que o pretexto ou a sugestão que pode oferecer ao escritor para divagações borboleantes e intemporais; menos o material histórico do que a variedade, a finura e a argúcia na apreciação, a graça na análise dos fatos miúdos e sem importância, ou na crítica buliçosa de pessoas”. (COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 104)

Crônica: “A crônica é na essência uma forma de arte, arte da palavra, a que se liga forte dose de lirismo. É um gênero altamente pessoal, uma reação individual, íntima, ante o espetáculo da vida, as coisas, os seres”. (COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 106)

Crônica: “E, afinal, o que é a crônica? Trata-se do vôo livre da palavra, tão solta quanto na poesia, capaz de elevar o pensamento até os mais distantes confins, estabelecer os laços com a realidade ou se perder nas brumas da ficção, engajar-se às questões políticas ou se alienar nos domínios do amor, aprofundar-se na busca da verdade ou flutuar pelos imensos campos da dúvida. Ligada pelo cordão umbilical aos fatos do dia ou à época que se atravessa, ao momento histórico ou à situação eventual de uma comunidade, de um país, ao retrato de um instante qualquer na vida humana, filha do deus Khrónos (o tempo) por excelência, e por isso mesmo com a sua durabilidade abreviada pela transitoriedade intrínseca, a crônica pode subir tão alto a ponto de se tornar exemplar ou inalcançável. E, portanto, se eternizar”. (GALVANI, Walter. Crônica – o vôo da palavra. Porto Alegre: Mediação, 2009, p. 18)